Friday, December 11, 2009

Retorno

Volto.
Sou um acervo restaurado.
Pedaços antes trincados, agora colados lado a lado.
Alguns apreciadores podem sugerir dentre meus remendos alguns desacertos, uns avarios.
Meus amigos, meus amantes da alma, sou um contra-senso: um tanto Klint, Schiele, Loutrec, Khallo. Criada por eles, esta aquarela onde todos os personagens sou Eu.
Evoé à catárse. Um intante, um supiro, um gozo, o último.
efemero, intenso
incenso, fumaça.

Monday, May 26, 2008

.......... AFRODISIACAS ..........



A música tem me resgatado esses dias,

Já nem acreditava existir tesão nestes surdos espaços apáticos.

Até que ouvi aqueles sussurros e gritos em lá sustenido...

Ah! Eu me viro do avesso para que elas, as borboletas no estômago, não me deixem quando estas onze borboletas depois do gozo me deixam.


É uma eternidade gostosa cada vôo.

Friday, February 16, 2007

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uma AQUARELA
dois VADIOS
vários CIOS
( E os bicos vermelhos)
...........
Tela de Zhana Nedelcheva

Monday, February 12, 2007


Ho(menage)m

É muito triste o que sentira naquela tarde. Não conseguira entender todas as sensações turbulentas que invadiram os seus sonhos.

O olhar eterno de uma mulher a deixara perturbada e a angústia do não sobrevoara sua mente, tal qual a imagem freqüente dos corpos bêbados e famintos ao amanhecer.

Tudo era turvo.

Naquela noite, devorava os seios rígidos em sua boca sedenta e os frequentes sussurros tornavam parte de sua sina, cujo único destino era um só : a plenitude, a carne em êxtase.

Nas noites seguintes, a mulher dos olhos de eternidade não a quis, deliciava-se apenas com o cheiro do homem que ama.

O homem dos olhos da atriz também se tornara o homem dos olhos de eternidade.

.

Não sabia o que dizer.

Não sabia o que sentir.

Uma perda profunda acontecera. Não física, mas a perda que vem do não.

A tristeza a tragara e ela que sempre pensara ser uma fortaleza de aço,

Era vidro e se quebrou.

.

Permitiu a delícia de ser plena em seus desejos, mas a conheceu a dor.

Um golpe.

Uma lágrima emergia à medida que as respostas deixaram de ser imaginárias e passaram a ser reais.

Tentava não lembrar dos beijos, nem das mãos, bucetas, suor, línguas, pau, ou seios dos três corpos que se devoravam em um instintivo, constante e impulsivo prazer.

E em sua nebulosidade se perguntou:

Diante do lugar onde o Id, o ego e o alter-ego nascem, qual a escolha?

Trepou.

Experimentou-se.

Bulinou-se.

Fodeu três, quatro, cinco corpos e percebeu que o sexo é poético, mas não é amor.

É sexo e se basta.

E cantava com seu sorriso Mona Lisa de canto de boca:

Louvores ao alter-ego!


Sunday, February 11, 2007

A ELE

Uma noite de Baco nos aproximou.
Nos consumimos um ao outro, inteiros.
Em todos os nossos eus e potencialidades,
Em nossas vontades e desejos.
Entre línguas, chupadas, trepadas, entrega, cumplicidade, afinidade
A vontade de sermos sinceros, derretidos, plenos,
Nos fez Um:
Completos.

Saturday, February 03, 2007



Entre os corpos perdi minha lucidez, minha calcinha, minha mudez, minhas mentiras.
Entre os corpos achei meu centro, meu sonho, meu outro, meus fluidos.
Como Volcano e seu desejo:
Estar em pressão, aberta a novas erupções.